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Número Actual

n. 11 (2018): 11ª Edição

É com grande satisfação que apresentamos o número 11 da revista estrema, numa nova morada e a funcionar na plataforma de publicações digitais Open Journal Systems, reafirmando o nosso compromisso com a política de acesso livre ao conhecimento. Convidamo-los, desde já, a visitar o novo site da estrema, a descobrir as novas funcionalidades da plataforma, a ler os artigos deste número e a revisitar edições anteriores.

Nesta edição contamos com sete contributos, que muito nos orgulham. O número abre com um artigo da autoria de Delcio Antonio Agliardi, que leva a cabo uma reflexão sobre as estratégias governamentais para a leitura em dois países de língua portuguesa e empreende uma análise comparativa  entre o Programa Nacional Biblioteca de Escola, no Brasil, e o Programa Rede de Bibliotecas Escolares, em Portugal.

            A natureza polimórfica do sonho conduz o olhar comparatista de Carla Marques Datia a examinar a relação entre Caprichos, de Ramón Gómez de la Serna, e Caprichos, de Goya. A proposta psicanalítica de Freud sobre a génese do processo criativo é aqui explorada pela autora.

O romance enquanto género em formação é o tema que Marta Duarte propõe discutir, através da análise do bucolismo em Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. A paródia, tal como é definida por Bakhtin e Hutcheon, é o processo que a autora explora para caracterizar a modernidade de Menina e Moça.

Justine Rabat empreende uma reflexão sobre o filme Mil e Uma Noites, de Miguel Gomes. Partindo da análise da tensão que se estabelece entre voz e escrita,  a autora explora o modo como narrativas individuais e colectivas enformam um objecto que oferece um olhar crítico sobre a crise económica de 2011, cujos efeitos subsistem até hoje.

            Elena Sottilotta propõe uma leitura de King Solomon's Mines, a partir da intersecção entre estudos pós-coloniais, Thing Theory e a cultura material vitoriana. Através de um close reading, a autora escrutina a mitopoética do Império Britânico, as políticas coloniais e o racismo latente na obra de Henry Rider Haggard.

            Contamos ainda com duas recensões: Bruno Mazolini de Barros examina a edição inglesa de O Retorno, de Maria Dulce Cardoso (The Return, 2016, MacLehose Press); e Tiago Clariano leva a cabo a apresentação The Powers of Philology – Dynamics of Textual Scholarship, de Hans Ulrich Gumbrecht (2017, University of Illinois Press).

Patrícia Lourenço, Directora
Sonia Miceli, Directora Adjunta

Publicado: 2018-03-03
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