Vol. 6 N.º 6 (2015): 6ª Edição
6ª Edição

O sexto número da estrema reitera o compromisso assumido com as Humanidades e, em particular, com os jovens investigadores desta área. Representações distintas acerca do estatuto ambíguo deste campo do conhecimento têm, ao longo dos últimos anos, inflamado discussões e originado debates críticos acerca da sua – há muito anunciada crise – e potencial declínio. Luxo ou não, o estudo da Filosofia, a interrogação crítica da História, assim como a análise das formas estéticas — tendo presente que as últimas constituem não só veículos para a memória mas memória em si mesmas — tem vindo a revelar-se fundamental ­— como, de resto, notou George Steiner no seu ensaio de 1999 “The Humanities – At Twilight?” — para o desenvolvimento da consciência moral e para a construção da responsabilidade social e política.

Este número surge com uma nova equipa editorial, constituída por investigadores empenhados em publicar o trabalho de estudantes como nós. Nos próximos números, o objetivo é o de continuar a alargar o âmbito da revista e alcançar estudantes de diferentes universidades pelo mundo. Adicionalmente, passará a existir um espaço para recensões, assim como a possibilidade de números temáticos, em regime não periódico. Uma palavra de gratidão ainda para com as avaliadores que colaboram com a estrema, pelo papel central que desempenham para que continuemos a levar este projecto a bom porto, procurando a cada número melhorar a qualidade da revista e tendo claro que esta é a forma de melhor servir quer os investigadores que escolhem a estrema para publicar os seus trabalhos, quer aqueles que nos procuram para saber o que de novo está a ser feito nas Humanidades.

Escusado será dizer que a nossa identidade enquanto revista não-temática se mantém, assim como aquilo que entendemos como nossa missão — a vontade de continuar a existir enquanto espaço “(…) for the survival of values and texts in dark times and within the individual”[1], num momento dominado pela incerteza política e por uma crise humanitária sem precedente no espaço europeu.

1 Cf. George Steiner (1999, 21), in PN Review 25(4): 18-24.

2 Cf. George Steiner (1999, 21), in PN Review 25(4): 18-24.